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Grupos de Trabalho


 

GT01 - A questão agrária no Brasil contemporâneo: redefinições teóricas e dilemas políticos
Coordenação: Vera Botta Ferrante (UNIARA) e Marilda Aparecida de Menezes (UFABC e UFCG)
 
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As mudanças das últimas décadas no campo brasileiro, em que pesem o forte êxodo rural e apesar da modernização econômica de parte considerável da agropecuária brasileira, não resolveram definitivamente importantes aspectos sociais, políticos e econômicos que ainda caracterizam as populações definidas como rurais. A permanência de índices de pobreza extrema em diferentes regiões do país, a retomada – a partir da abertura democrática – de uma significativa demanda pelo acesso à terra por parte de diferentes segmentos de trabalhadores rurais e o surgimento/empoderamento de distintas agências de mediação (políticas, técnicas e econômicas) que gravitam em torno das políticas de assentamentos rurais e fortalecimento da chamada agricultura familiar recolocam como desafio concreto e interpretativo a pertinência da questão agrária. Esse quadro histórica que o país atravessa, no entanto, exige a redefinição dos parâmetros conceituais dessa questão. O universo que envolve a agricultura familiar, suas debilidades e possibilidades no contexto político e econômico no Brasil, bem como o prosseguimento (ou bloqueio) da atual política de “reforma agrária”, incluem-se nessa questão. Além disso, como desafio emergente dessa temática, toda a problemática ambiental da atualidade incide de maneira decisiva na compreensão e requalificação da questão agrária. Se os personagens, por vezes, permanecem os mesmos, sua presença em cena ganham novos contornos, derivados da própria modernização econômica do país, do aprofundamento da sua experiência democrática e da organização política de diferentes atores sociais.
 
 
GT02 - Cidades
Coordenação: Geisa Mattos (UFC), Lucia Bogus (PUC-SP) e Iracema Guimarães (UFBA)
 
 
O grupo de trabalho se propõe a discutir experiências sociais no contexto urbano, as dinâmicas entre grupos, redes sociais e indivíduos, suas práticas e representações, em termos da complexidade de coesões e conflitos. Pretendemos congregar pesquisas que abordem a cidade e os modos de vida urbanos, as representações múltiplas sobre fronteiras espaciais, culturais e zonas de contato. Queremos pensar a cidade a partir das práticas urbanas, das narrativas diversas sobre lugares, das experiências dos que a vivenciam sob diversas formas. Apresentar perspectivas que estão além dos conceitos e planejamentos arquitetônicos, administrativos e políticos, mas que refletem sobre os usos criativos feitos do mundo urbanos pelos sujeitos/indivíduos no seu cotidiano.
 
 
GT03 - Ciência, tecnologia e inovação social 
Coordenação: Maíra Baumgarten (FURG e UFRGS), Maria Lucia Maciel (UFRJ) e Fernanda Antonia Fonseca Sobral (UnB)
 
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Ciência e tecnologia são condição necessária (ainda que não suficiente) para a sustentabilidade social e econômica das nações sendo, portanto, de grande importância, tanto o desenvolvimento, como a divulgação de estudos que possibilitem ampliar o conhecimento sobre as atividades de produção e disseminação de ciência e tecnologia por grupos de pesquisa em nível internacional, nacional e local, bem como sobre políticas regionais, nacionais e internacionais de C&T. O GT Ciência, tecnologia e inovação social tem o objetivo de apoiar e viabilizar a troca de experiências e informações sobre as formas de produção, gestão e distribuição de conhecimento científico e tecnológico em diferentes contextos do Brasil e da América Latina e sobre os problemas e soluções que vêm se apresentando sobre a temática nesses países.
 
 
GT04 - Conflitos socioambientais
Coordenação: Horácio Antunes de Sant'Ana Jr., (UFMA) e Cleyton Henrique Gerhardt (UFRGS) 
 
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O GT tem como foco central a discussão sobre a configuração contemporânea de conflitos socioambientais, reunindo estudos sobre as diferentes formas de percepção, acesso, domínio e gestão da natureza, considerando as relações de poder daí decorrentes; os processos de desterritorialização e de afirmação e construção de territórios, tanto nos processos de instalação de projetos de desenvolvimento, de caráter governamental ou envolvendo a iniciativa privada, quanto na efetivação de unidades de conservação que impliquem no deslocamento de populações e/ou na interdição de uso por parte de grupos sociais; a configuração de atores sociais que se consolidam como tal ou emergem das experiências conflitivas; a relação entre a legislação ambiental e territorial e políticas públicas dela decorrentes com os conflitos socioambientais e com a afirmação de novas territorialidades (terras de quilombos, Reservas Extrativistas, Reservas de Desenvolvimento Sustentável etc) e atores sociais.
 
 
GT05 - Consumo e Cidadania
Coordenação: Lívia Barbosa (UFF) e Fátima Portilho (UFRRJ) 
 
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Embora o consumo esteja presente tanto em práticas mundanas e rotineiras (beber água, por exemplo), quanto em práticas de distinção social e construção de identidade, nem sempre nos pensamos como consumidores ao realizar tais atos. Nos anos recentes, no entanto, o consumidor tem se tornado uma figura recorrente na esfera pública e política. Valores como solidariedade, ética, sustentabilidade e bem-estar animal surgem em discursos e práticas cotidianas dentro de um contexto que estimula a “participação via consumo”. Tais discursos afirmam que, ao escolher e comprar um determinado produto e não outro, ao escolher consumir de uma determinada maneira e não de outra, o consumidor estaria materializando valores e expressando agência política. Com isso, os estudos sobre o fenômeno do consumo, que dedicavam-se a análises do consumo de massa e do consumidor passivo e insaciável criado pela indústria cultural, passam agora a considerar uma dramática mudança em direção ao interesse pelo consumidor-cidadão. O GT se propõe a refletir sobre a relação entre consumo e cidadania, categorias cujas fronteiras encontram-se cada vez mais diluídas. Tal relação pode ser pensada, de um lado, através da crescente importância do acesso ao consumo como forma de inserção social e, de outro, através da politização do consumo. Nesse contexto, destaca-se o papel do Estado, do mercado e dos movimentos sociais que disciplinam e estimulam práticas de consumo consciente e politizado. No entanto, apesar do possível crescimento dessa forma de ativismo, tais práticas de “participação via consumo” ainda são negligenciadas na maioria dos debates sobre participação e ação política. A relação entre consumo e cidadania tem interessado a Sociólogos, Antropólogos e Cientistas Políticos, exigindo uma revisão nos conceitos de sociedades e culturas de consumo, além de indicar possíveis mudanças na cultura política contemporânea, levantando questões como: que processos inibem ou encorajam a “participação via consumo”? Que grupos e organizações falam “em nome do consumidor”? Teriam, tais consumidores politizados, capacidade de alterar agendas e pautar políticas públicas e empresariais? Conjugariam a participação via consumo com formas institucionalizadas e coletivas de participação? Como medir ações informais, privadas e não-institucionalizadas que estão nas bordas das arenas políticas clássicas?
 
 
GT06 - Desigualdade e Estratificação Social
Coordenação: José Alcides Figueiredo Santos (UFJF), Daniele Cireno Fernandes (UFMG) e Marcelo Medeiros (UnB)
 
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O GT discute a evolução, os determinantes e as consequências da estratificação social. Tem foco na explicação das desigualdades do que se pode chamar de recompensas sociais, das quais são exemplos a riqueza e o status em suas várias formas. Entre os fatores explicativos discutidos pelo GT estão políticas públicas, a propriedade e o comando de recursos, os bens posicionais, a reserva de oportunidades, as mudanças macrossociais como as da estrutura ocupacional e demográfica, atributos individuais como capital social, origem familiar, educação, qualificação para o trabalho, deficiência, gênero e raça, bem como características espaciais ou outros atributos tratados pela sociologia da estratificação. Entre as consequências enfocadas estão, por exemplo, a estabilidade ocupacional, os níveis de renda ou patrimônio, oportunidades ocupacionais, mobilidade social, o acesso à proteção social e a bens e serviços públicos e privados. São também objeto do GT teorias inovadoras para explicar a estratificação social e métodos para examiná-la e acompanhar sua evolução. Estudos comparativos e experiências internacionais também se adequam bem ao perfil do GT. O GT recebe trabalhos de enfoque quantitativo e qualitativo, rigorosos em teoria e método, preferencialmente tratando de estudos de caso inovadores, análises institucionais e pesquisas baseadas em inquéritos domiciliares e registros administrativos.
 
 
GT07 - Economia social e solidária: alternativas de trabalho, participação e mobilização coletiva
Coordenação: Luiz Inácio Germany Gaiger (UNISINOS) e Benilde Maria Lenzi Motim (UFPR) 
 
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Desde que o sistema econômico atualmente dominante passou a ordenar os grupos sociais segundo sua quota de capital e sua capacidade de trabalho, as lutas de resistência e contestação dos trabalhadores podem ser compreendidas como estratégias para escapar à subordinação imposta àqueles que se viram desprovidos de outro bem de valia, senão sua força física e intelectual, posta a serviço do imperativo de reprodução ampliada do capital. Nos últimos tempos, as formas clássicas de resistência dos trabalhadores, pela via dos afrontamentos de classe ou pela reclusão em modos de vida tradicionais, tiveram a seu lado o ressurgimento de outras alternativas, já acionadas desde os primórdios das lutas contra a submissão ao capital, com base na associação produtiva e na autogestão. Seu sentido consiste em reverter em benefício dos trabalhadores a sua capacidade de produção de riquezas, bem como em direcionar seus ativos de participação e mobilização coletiva em favor de suas necessidades e aspirações. A Economia Social e Solidária corresponde à renovação dessas práticas sociais, ao Sul e ao Norte, e propõe desafios relevantes para a Sociologia. As experiências inovadoras que nela se apresentam, entre outras configurações do trabalho e novas formas de ação coletiva, assim como suas condições históricas de desenvolvimento e seu impacto para os trabalhadores e a sociedade, compõem a agenda do GT, ao lado das discussões de natureza teórico-conceitual e metodológica.
 
 
GT08 - Educação e Sociedade
Coordenação: Marcio da Costa (UFRJ) e Maria Alice Nogueira (UFMG) 
 
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O GT Educação e Sociedade tem registrado grande e crescente oferta de trabalhos ao longo das últimas edições do Congresso Brasileiro de Sociologia. Pretende-se dar continuidade ao debate que vem se desenrolando em nossos últimos encontros. A sociologia prossegue como disciplina de grande destaque no suporte teórico à produção científica proveniente da pesquisa em educação. O GT dá preferência a trabalhos que apresentem investigação empírica no tema educacional, sob enfoque sociológico. São também acolhidos ensaios que se dediquem a aprofundar a contribuição da teoria sociológica ao estudo da educação em suas diversas manifestações, com destaque para a educação escolar. Nesse sentido, se incentiva a apresentação de trabalhos versando sobre diferentes aspectos dos sistemas e instituições educacionais, sua dinâmica e configuração, bem como sobre atores e experiências relevantes no campo educacional. Não são aceitos trabalhos de cunho estritamente político-ideológico ou que não dialoguem com as tradições presentes no campo da sociologia da educação.
 
 
GT09 - Educação Superior na Sociedade contemporânea
Coordenação: Clarissa Eckert Baeta Neves (UFRGS) e Carlos Benedito Martins (UnB) 
 
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Análise da educação superior e dos sistemas de ensino superior, em diferentes contextos societários, sua posição estratégica na modernidade atual, em função das complexas relações que mantém com o processo de desenvolvimento econômico; com a valorização do conhecimento técnico e científico; com as crescentes exigências sócio-políticas do processo de democratização e de igualdade de oportunidades; e com a modernização de suas respectivas sociedades. O GT pretende ser um espaço de debate para os inúmeros temas e focos de pesquisas, como: expansão em escala mundial; expansão do ensino superior no Brasil e a participação das redes federal, estadual e privada nesse processo; financiamento da educação superior e retração do financiamento público; globalização e educação superior; políticas governamentais para o ensino superior; heterogeneidade do sistema e diversificação institucional; ensino à distância; processo de avaliação; acesso e permanência no ensino superior; desigualdades sociais e políticas de inclusão; inserção no mercado de trabalho; articulação entre universidades e empresas etc. O GT, também, propõe-se a constituir um espaço de reflexão sobre a constituição de uma sociologia da educação superior, enquanto um sub-campo da sociologia e os seus contornos nacional e internacional. Nesse sentido, procurará, através da apresentação de trabalhos, discutir criticamente as contribuições teóricas e empíricas de autores nacionais e internacionais recentes, que estejam contribuindo para o desenvolvimento e renovação da sociologia da educação superior.
 
 
GT10 - Ensino de Sociologia
Coordenação: Anita Handfas (UFRJ), Ileizi Fiorelli (UEL) 
 
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A obrigatoriedade do ensino de sociologia na escola média brasileira tem trazido à comunidade acadêmica algumas questões que antes não faziam parte das suas preocupações. Tentando qualificar o debate a respeito da obrigatoriedade e de suas conseqüências, o GT - Ensino de Sociologia visa trazer contribuições da comunidade para essa discussão, a partir de pesquisas que vêm sendo feitas sobre questões relativas ao ensino de sociologia, não só na escola básica, mas também nos cursos de graduação - licenciatura e bacharelado - e pós-graduação, quando se trata de discutir as questões concernentes à formação acadêmica do cientista social, à formação do pesquisador e do professor de sociologia. O cotidiano escolar, as práticas de ensino, metodologias e recursos didáticos, o livro didático de sociologia, além da questão que tem assumido uma posição central nos debates: proposta unificada nacional ou autonomia dos professores na organização dos conteúdos a serem ensinados – são alguns dos temas que dominam o debate sobre a sociologia no ensino médio. Como ultrapassar a dicotomia ensino e pesquisa? Esta questão já antiga no âmbito da graduação, decorrente da dicotomia licenciatura e bacharelado, vem sendo cada vez mais discutida também na pós-graduação, que, se por um lado, tem cumprido sua função de formar pesquisadores, por outro, tem sido questionada quanto à formação de docentes para o ensino superior. Outros temas têm aparecido de modo recorrente ou emergente: a história da disciplina e sua participação no currículo, a juventude deixando de ser objeto para ser sujeito no ensino de sociologia, e o uso de novas tecnologias como recurso didático e como objeto de ensino de sociologia.
 
 
GT11 - Relações raciais e étnicas: desigualdades e políticas públicas
Coordenação: Profa. Paula Barreto (UFBA), Profa. Marcia Lima (USP)

 
 
Entre os objetivos deste Grupo de Trabalho estão: criar um fórum de discussão sobre as expressões contemporâneas do racismo, entendido como um fenômeno multidimensional e que se articula com outras formas de desigualdade e de estigmatização; encorajar pesquisas sobre as relações baseadas em “raça” e etnicidade; e ampliar a compreensão sobre as políticas públicas criadas para promover a igualdade racial e étnica no Brasil, considerando a interface com gênero e geração.  
 
 
GT12 - Gênero, Feminismo e Transformações Sociais
Coordenação: Clara Araújo (UERJ), Marlise Matos (UFMG) e Marcia Macedo (UFBA)
 
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O grupo de trabalho se propõe a discutir as dinâmicas de transformação em curso nas relações de gênero e feministas no mundo contemporâneo. Foco especial será dado nas discussões do GT aos trabalhos nesse campo de conhecimento – campo de genero e feminista – que revelem e tragam à luz aspectos destas transformações que tenham caráter criativo e critico no que tange aos processos contemporâneos de produção do conhecimento sociológico, voltados à construção de uma sociedade mais justa, inovadora e inclusiva. Trata-se, portanto, de se tentar estabelecer pontes de diálogo crítico e reflexivo sobre as contribuições que este campo feminista e de gênero vem trazendo para a Sociologia brasileira e dentre exemplos de investigações que gostaríamos de trazer para o diálogo no GT destacamos os estudos sobre: mulher, poder e política; trabalho, autonomia e empoderamento de mulheres; movimentos de mulheres, feministas e novas dinâmicas sociais.
 
 
GT13 - Gerações e Contemporaneidade
Coordenação: Alda Britto da Motta (UFBA) e Isolda Belo da Fonte (FUNDAJ) 
 
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A abordagem das relações sociais do ponto de vista das posições geracionais significa uma análise articulada das trajetórias sociais no tempo existencial dos indivíduos e no tempo social, coletivo e histórico; portanto, quanto a tendências à mudança como a permanências. Na sociedade contemporânea destacam-se, nesse âmbito de análise, três questões básicas: 1. A heterogeneidade das formações identitárias, tanto de ordem individual como grupal (identidades “fluidas” ou “fragmentadas”... Que “lealdade” pode prevalecer?). 2. A complexidade e também heterogeneidade das composições familiares. (“crise” da família, ou novos modelos familiares?). 3. O “déficit”, real ou atribuído, dos sistemas de previdência social, seu significado para a própria reprodução social, e seu mais recente penduricalho ideológico, a “equidade geracional.” São dos mais presentes desafios em discussão na sociedade atual e que têm amplo curso e pertinência no âmbito das relações entre as gerações.
 
 
GT14 - Memória e Sociedade
Coordenação: Myrian Sepúlveda dos Santos (UERJ) e Carlos A. Gadea (UNISINOS) 
 
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A proposta deste Grupo de Trabalho é analisar os usos mais recentes do conceito de memória coletiva no contexto brasileiro. Nas últimas décadas, observamos a fragmentação desse processo. A análise da pluralização do uso da noção de memória coletiva faz parte de transformações contemporâneas em que o tempo se fragmenta cada vez mais e se associa a demandas políticas.  A noção de memória coletiva tem sido cada vez mais utilizada na formação de identidades culturais, que, por sua vez, aparecem tanto como estratégia de movimentos sociais, como sendo trunfo para a valorização de comunidades locais, cidades, estados nacionais e diásporas. Como exemplo, destaca-se a sua relação com as atuais afirmações identitárias étnico-raciais, tornando o nexo política e memória de crescente interesse analítico nos estudos sobre identidades culturais. Por outro lado, a redefinição do conceito permitiu o notável crescimento de instituições de memória, como museus, arquivos, bibliotecas e jardins botânicos, entre outras, as quais têm sido acompanhadas por uma reflexão crítica sobre os capitais econômicos e políticos associados à preservação de valores culturais. Por sua vez, o processo já conhecido de revitalização de áreas urbanas degradadas e conseqüente valorização imobiliária apresenta espaços de negociação em que estão presentes não só políticos e detentores do capital, muitas vezes interessados no potencial turístico da região, mas também moradores tradicionais, que procuram em leis e relatórios científicos o apoio capaz de referendar o seu direito ao solo urbano. Em suma, são vários os usos e conflitos em torno do direito a um passado cada vez mais associado às narrativas do presente.
 
 
GT15 - Mercados Ilícitos e Processos de Criminalização: desafios metodológicos 
Coordenação: Sérgio Adorno (USP) e Michel Misse (UFRJ)
 
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Violência e Sociedade no Brasil: poder, cultura e representações. Mercados ilícitos e organização social do crime. Polícia e violência. Resolução extra-judicial de conflitos. Instituições Penitenciárias. Instituições de Justiça Juvenil. Processos de acumulação social da violência.
 
 
GT16 - Movimentos Sociais na atualidade: reconfigurações das práticas e novos desafios teóricos
Coordenação: Maria da Glória Gohn (UNICAMP) e Breno Bringel (IESP/UERJ)
 
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O GT objetiva debater temas e problemas na sociedade contemporânea relativos às formas de participação da sociedade civil organizadas em movimentos, redes sociais e outras organizações ou associações civis coletivas. O GT considera que as teorias e os temas relacionados às discussões sobre os movimentos sociais foram deixados um tanto de lado na última década e restritas a poucos investigadores no Brasil, assumindo o seu lugar perspectivas e preocupações muito mais relacionadas com a “institucionalização” das práticas coletivas civis. Da mesma maneira, não se tem considerado devidamente as novas dinâmicas associativas de coletivos cada vez mais heterogêneos no cenário regional e global, assim como as novas estratégias de ação coletiva de movimentos altermundialistas/globais e suas redes sociais transnacionais, impulsionadas pelas transformações próprias da “era da comunicação e informação”. As novas estratégias de lutas e de agendas políticas dos movimentos, face às recentes e focalizadas crises do capitalismo financeiro global, assim como a relação dos movimentos em contextos de mudanças paradigmáticas de governos, também não tem sido devidamente contempladas. Por tudo isto, o presente GT convida propostas sobre estes temas que articulam o retorno dos debates teóricos sobre as práticas dos movimentos sociais, em diferentes territórios, assim como as teorias e categorias analíticas que tem sido criadas ou recriadas para investigá-los. Analisar essas transformações é também uma necessidade para sintonizar a sociologia dos movimentos sociais no Brasil com a produção de outros países latino-americanos e de outras comunidades científicas internacionais.
 
 
GT17 - Movimentos sociais, organizações de representação e lutas por direitos no campo
Coordenação: Leonilde Servolo de Medeiros (UFRRJ) e Sérgio Sauer (UnB) 
 
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O Grupo de Trabalho intitulado Movimentos sociais, organizações de representação e lutas por direitos no campo pretende ser um espaço de reflexão sobre processos sociais e produção de significados políticos, sociais, culturais dos conflitos que ocorrem no meio rural e que vêm gestando novos atores, identidades e oposições, ao mesmo tempo em que são produto e produtores de representações sociais e valores. O objetivo do GT é refletir, numa perspectiva histórica, sobre temas como:
- relações entre lutas por terra e por território e diferentes instâncias do Estado, caracterizando conflitos e impasses e buscando aprofundar a reflexão sobre as relações Estado/sociedade no Brasil.
- formas de ação e organização de agricultores que, já sendo proprietários de terra, organizam-se para buscar condições para sobrevivência como agricultores de base familiar.
- o trabalho assalariado num momento de expansão e consolidação da agricultura altamente mecanizada e baseada no uso intensivo de insumos químicos.
- dinâmica das entidades de representação, inclusive as patronais, buscando analisar suas propostas e relações, quer com as instituições estatais quer com outras organizações (sindicatos, “movimentos”, organizações não governamentais, associações etc).
A proposta é que o grupo trace não só um amplo panorama dos conflitos no campo, enfatizando as múltiplas relações que neles estão envolvidas, mas, principalmente, em o fazendo, que reflita sobre as ferramentas teórico-metodológicas utilizadas.
 
 
GT18 - Novas configurações do trabalho nos espaços urbano e rural 
Coordenação: Liliana Rolfsen Petrilli Segnini (UNICAMP) e Roberto Véras de Oliveira (UFCG)
 
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1. Analisar as relações e organização do trabalho na América Latina e no Brasil em particular, sobretudo aquelas que expressam as tendências observadas mundialmente de flexibilização do trabalho, frequentemente traduzidas em precariedade e informalização do trabalho.
2. Analisar o significado sociológico do crescimento recente do trabalho formal no Brasil.
3. Analisar as políticas públicas que informam as novas configurações do trabalho, submetidas às pressões mundiais pela desregulamentação de direitos sociais e trabalhistas, sobretudo na América Latina e especialmente no Brasil.
4. Trazer a público os estudos voltados para a compreensão dos nexos entre as tendências mundiais à flexibilização das relações de trabalho e os indicadores que informam esse campo.
5. Suscitar interlocução entre as pesquisas sobre as formas que assumem o trabalho nos espaços urbano e rural, assim como quanto às suas conexões.
6. Suscitar a discussão de novos campos de pesquisa na área de Sociologia do Trabalho, tal como, por exemplo, no cinema, na televisão, no teatro, na música e na dança, no trabalho docente, entre outros ainda insuficientemente analisados.
7. Privilegiar as relações de gênero, étnicas e geracionais nas pesquisas a serem apresentadas.
 
 
GT19 - Novas Sociologias: pesquisas interseccionais feministas, pós-coloniais e queer 
Coordenação: Miriam Adelman (UFPR) e Richard Miskolci (UFSCar)
 
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O GT Novas Sociologias pretende acolher trabalhos que buscam desenvolver investigações sobre os marcadores sociais das diferenças, incorporando a proposta de estudos de interseccionalidade, inovação metodológica desenvolvida pelos Saberes Subalternos (Teoria Feminista, Teoria Queer e Estudos Pós-Coloniais) que tem se revelado cada vez mais atraente para investigadores/as brasileiros, sobretudo nas áreas que lidam com temas das diferenças sexuais, étnico-raciais, de gênero, geracionais e nacionalidade. A interseccionalidade impõe o desafio de não apenas sobrepor opressões, antes incorporar as categorias de articulação como constituintes de marcadores de diferença social singulares. O GT pretende oferecer um espaço para aglutinar iniciativas nesta vertente de investigação, incitar o debate e a troca de referências de forma a contribuir para a expansão e o refinamento dos estudos sobre as marcas da diferença por meio da interseccionalidade. Dentre exemplos de investigações que gostaríamos de trazer para o diálogo no GT destacamos os estudos sobre trabalho sexual, corpos/corporalidades “diferentes”, migrações, culturas sexuais não-hegemônicas, sobre discursos culturais como o cinema e a literatura contemporâneos, releituras subalternas do cânone cultural, científico, da história social e política brasileiras.
 
 
GT20 - Ocupações e profissões
Coordenação: Maria da Gloria Bonelli (UFSCar) e Jordão Horta Nunes (UFG) 
 
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O grupo tem como objetivo lidar com as tensões entre, de um lado, a construção de especializações protegidas por jurisdições no mundo do trabalho e na produção de conhecimento e, por outro, com o embaralhamento dessas fronteiras através de discursos voltados para a transdisciplinariedade, as práticas multi e interdisciplinares, as críticas aos monopólios profissionais, e o avanço da lógica organizacional no exercício profissional. Os desafios à competência profissional surgem dos leigos, dos empreendedores, da lógica administrativa, do controle do Estado, mas a centralidade da expertise na sociedade do conhecimento é o fundamento e a força do profissionalismo. As disputas entre esses ideários repercutem nas identidades profissionais, nas formas de se lidar com a semelhança e a diferença nos grupos ocupacionais e nas carreiras. Neste cenário de mudanças e permanências nos grupos profissionais, o debate do GT vai contemplar os seguintes desafios sociológicos em suas sessões: 1) Global e local no conhecimento especializado e no mercado de trabalho; 2) Identidade, diferença e desigualdade nos grupos ocupacionais e profissionais; 3) Conflitos e fronteiras nas ocupações e profissões.
 
 
GT21 - Pensamento Social no Brasil
Coordenação: André Pereira Botelho (UFRJ), Milton Lahuerta (UNESP-Araraquara) e Alexandro Dantas Trindade (UFPR)
 
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A área de pesquisa Pensamento Social no Brasil vem conhecendo nos últimos anos desenvolvimentos múltiplos bastante expressivos. Caracteriza-se por pesquisas voltadas para as grandes temáticas de estudo da realidade brasileira, além das diferentes modalidades de produção cultural. Com a reapresentação do GT Pensamento Social no Brasil, esperamos poder dar continuidade a discussão de pesquisas que vem contribuindo, tanto do ponto de vista temático, quanto teórico e metodológico, para o aprofundamento do conhecimento da formação da sociedade brasileira, nas várias dimensões desse processo, bem como para o refinamento dos instrumentos de análise sociológica das idéias, da cultura, dos intelectuais, do pensamento político e da institucionalização das ciências sociais. Espera-se, particularmente, estimular a exploração de perspectivas comparadas entre diferentes abordagens de análise, autores, obras, modalidades de produção intelectual ou artística, tradições, movimentos e projetos culturais e políticos, contextos regionais ou nacionais e períodos históricos; bem como avaliar o potencial teórico heurístico das formulações do pensamento social com atenção às diferentes matrizes de interpretação do Brasil delas derivadas.
 
 
GT22 – Políticas Públicas
Coordenação: Soraya Vargas Côrtes (UFRGS), Washington Bonfim (UFPI)

 
 
O GT pretende discutir as políticas públicas do ponto de vista da sociologia política, isto é, examinando principalmente as relações entre Estado e Sociedade. O debate enfatizará a possibilidade de estarem em curso mudanças tanto nos padrões tradicionais de estruturação dessas relações, como no sistema de proteção social brasileiro, ao mesmo tempo, procurará estimular a constituição de novas perspectivas teórico-metodológicas para exame das políticas públicas.
 
 
GT23 - Religião e Modernidade
Coordenação: Cristina Maria de Castro (UFMG) e Flávio Munhoz Sofiati (UFG) 
 
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Este GT pretende reunir trabalhos que discutam não apenas o impacto da religião nas sociedades modernas como também a influência da própria modernidade sobre a religião. A temática “religião e modernidade” vem ocupando um importante espaço dentro da disciplina sociológica desde o seu surgimento, a princípio promovendo o desenvolvimento de teorias da secularização e suas sub-teses da privatização e declínio da religião. A partir dos anos 70, porém, surgem as teses da revitalização da religião, alimentadas pelo incremento da presença religiosa na esfera pública e pelos novos movimentos religiosos. Além da discussão secularização versus revitalização, podemos apontar o surgimento dos estudos sobre o impacto da modernidade sobre a religião. Assistimos a um processo de “destradicionalização” da religião representado por três fenômenos fundamentais: o incremento radical da autonomia individual, o enfraquecimento da capacidade regulatória das instituições e a transformação da religião em bem de consumo. Outra conseqüência do impacto da modernidade seria a universalização do discurso religioso. A universalização implica no surgimento de uma ética da humanidade e um discurso comum a todas as religiões. Temas como direitos humanos, paz e ecologia têm se mostrado cada vez mais presentes nos discursos de líderes religiosos em todo o mundo. Em contrapartida, a banalização das fronteiras religiosas não raro tem levado ao fortalecimento de correntes fundamentalistas presentes em todas as religiões tradicionais. Os coordenadores deste GT convidam enfaticamente a submissão de estudos empíricos e/ou teóricos sobre a temática, voltados tanto para o âmbito brasileiro quanto internacional.
 
 
GT24 - Saúde e Sociedade
Coordenação: Luiz Antonio de Castro Santos (UERJ) e Márcia Grisotti (UFSC)
 
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A importância dessa temática para a Sociedade Brasileira de Sociologia é sugerida pela necessidade de refletir sobre a relação saúde e sociedade na perspectiva de uma sociologia como artesanato intelectual, tal como proposta por Wright Mills em seu clássico livro A Imaginação Sociológica, eleita como tema do próximo congresso da SBS. A menção às reflexões de Wright Mills tem implicações diretas para o Cuidar em saúde, em particular sua crítica ao “fetichismo do método e da técnica”; do mesmo modo, em O artífice, Richard Sennett dedica um capítulo sobre a “mão que segura e toca”, sobre o “ritmo da concentração”  e a “lição da força mínima”. Estes são elementos estimuladores para o Grupo de Trabalho sobre Saúde e sociedade, que engloba os seguintes eixos temáticos: a) Teoria e pesquisa nas ciências sociais e saúde, b) Políticas de saúde: a contribuição das ciências sociais; c) Representações sociais em saúde e doença; 4) Riscos e incertezas nos processos de saúde e doença.
 
 
GT25 - Segregação social, políticas públicas e direitos humanos
Coordenação: Luiz Antonio Machado da Silva (IESP-UERJ) e Pedro Rodolfo Bodê de Moraes (UFPR) 
 
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Determinados territórios e instituições tem suas fronteiras definidas por serem constituídas por indivíduos e grupos cujas vidas, segundo o entendimento institucional dominante, precisam ser separadas do restante da sociedade. Isto pode ser observado, em diferentes graus e modalidades, tanto em relação a favelas quanto a prisões. A população favelada, por exemplo, acaba sendo clientela de um conjunto de políticas públicas que estão inseridas em instituições ou partem das ações definidas como de segurança pública, de tal maneira que a intervenção social é absorvida pelo problema da segurança pública. Nesta mesma linha, tal cenário acaba redefinindo noções de direitos e de humanos que recolocam e redefinem o tema dos direitos humanos, agora não mais como uma abstração generalizante e universalista, mas como práticas que reforçam a separação mencionada. O GT pretende abrigar reflexões e pesquisas empíricas que tratem destas formas de segregação assim como das políticas públicas a elas destinadas. Dar-se-á, assim, prioridade a temas que discutam a) a sociabilidade nas favelas e/ou outras localidades, entre populações encarceradas, b) as diversas práticas do Estado e Ongs que podem ser vistas como dispositivos de intervenção que implementam o processo de separação aludido, assim como c) os casos no qual o discurso sobre o crime e a atuação das polícias tem um papel destacado nas dinâmicas referidas.
 
 
GT26 - Sexualidades, corporalidades e transgressões
Coordenação: Berenice Bento (UFRN) e Antonio Cristian Paiva (UFC)
 
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Este GT pretende reunir pesquisadores/as de diversas proveniências institucionais e acadêmicas, com o intuito de ampliar a visibilidade e aprofundar os debates teórico-metodológicos sobre as dimensões social, cultural, política e histórica das sexualidades e corporalidades, no âmbito das investigações em ciências sociais produzidas no Brasil. Também objetiva promover o diálogo, a partir do tema central “mudanças, permanências e desafios sociológicos”, entre investigadores/as que desenvolvem estudos sobre gênero e novas construções identitárias; intervenções médicas e tecnológicas sobre o corpo; saúde sexual e reprodutiva; impactos do HIV-Aids e outras DST sobre o imaginário corporal e sexual; aborto; violência sexual contra mulheres, crianças, lésbicas, gays, transexuais e travestis; educação sexual; sexualidade de crianças, jovens e velhos; prostituição e turismo sexual; pornografia; casamento entre pessoas do mesmo sexo; cirurgias de transgenitalização; direitos sexuais e reprodutivos; injustiça erótica e cidadania sexual; cidadania, direitos humanos e interseccionalidades.
 
 
GT27 - Sociologia da Arte
Coordenação: Maria Lucia Bueno (UFJF) e Sabrina Marques Parracho Sant’Anna (UFRRJ) 
 
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Na sociedade contemporânea, pautada pela dimensão simbólica e pela estetização do cotidiano, a sociologia da arte adquire especial relevância, assinalando problemas fundamentais para o desenvolvimento do saber sociológico. Diversos autores tem apontado a importância do papel que a cultura artística vêm desempenhando nas práticas sociais, destacando a influência da cultura de massas, os processos de espetacularização e musealização das sociedades e o esgarçamento das fronteiras entre o mundo da arte e a indústria cultural em todas os seus domínios, da música às artes plásticas, da literatura ao cinema. Neste contexto o universo estético sofreu uma considerável ampliação, ultrapassando a esfera restrita da cultura erudita. A sociologia da arte no século XXI abarca dos museus aos grafites nas ruas, das salas de concerto aos shows de rap, das performances mais herméticas aos desfiles de moda, tornando muito mais complexo o trabalho do pesquisador. Na literatura recente temos um aumento tanto das interpretações que passaram a olhar para os problemas estéticos como questões centrais da análise sociológica, quanto daquelas que refletem sobre os bens artísticos como fenômenos de especial relevância para o entendimento da realidade contemporânea. É a partir destas perspectivas que o GT de Sociologia da Arte levanta questões que hoje desafiam o desenvolvimento da Sociologia brasileira. Nosso objetivo é colocar em contato pesquisadores e pesquisas as mais diversas, contribuindo para o surgimento de interlocuções e para o fortalecimento das já existentes.
 
 
GT28 - Sociologia da Cultura
Coordenação: Edson Silva de Farias (UnB) e Maria Celeste Mira (PUC-SP) 
 
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O foco da proposta desse grupo de trabalho é: as reconfigurações contemporâneas da cultura nas suas diversas interfaces com as transformações econômicas e políticas. As atuais redefinições do Estado e a complexidade adquirida pelos mercados e pela divisão das funções sociais, em meio à intensificação dos trânsitos entre economia e cultura, têm alterado as práticas culturais. As conversões ocorrem ainda com ingerência de agências (individuais e institucionais) enfatizando pautas de desenvolvimento social, de afirmação identitária e resgate da cidadania calcado em atividades lúdico-artísticas. Os efeitos dessas transformações se manifestam na crescente descentralização da produção, nos deslocamentos conceituais internos às políticas públicas voltadas ao tema dos patrimônios (materiais e imateriais), igualmente na montagem de circuitos de consumo de bens simbólicos e serviços afins, mas em escalas diferenciadas. As alterações estão também na tendência à quebra das fronteiras entre campos e níveis em que se subdividem a esfera cultural, como também na misturas de gêneros e estilos artístico-culturais e, ainda, na interligação com tecnologias de informação-comunicação à disposição de produtores e usuários conformando, assim, sistemas sócio-técnicos e círculos hermenêuticos cujas feições demarcam teores, classificações, percepções e disposições outras para os fazeres e usos da cultura. Emblemas a respeito são as ressignificações de memórias, além das tensas e tantas vezes conflitantes entre si modalidades de intervenções nos espaços urbanos que repõem políticas de pertencimento no escopo da globalidade. Pretende-se assegurar um fórum de interlocução visando tanto aprofundar o atual debate sobre as transformações nas relações, processos e formas culturais, além da construção de novas perspectivas teórico-analíticas na sociologia dedicada à especificidade da questão cultural, mas levando em conta suas implicações na existência mesma da teoria sociológica.
 
 
GT29 - Sociologia do conhecimento e metodologias qualitativas
Coordenação: Wivian Weller (UnB) e Hermilio Santos (PUCRS) 
 
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No que diz respeito aos métodos de pesquisa qualitativa na Sociologia, as últimas décadas trouxeram diversos desenvolvimentos e novas perspectivas de análise: a ampla diferenciação de métodos e técnicas de investigação, bem como a elaboração de meta-teorias no campo da pesquisa qualitativa e reflexões sobre a qualidade da pesquisa qualitativa. Esse desenvolvimento é comprovado não apenas pelo aumento de estudos qualitativos, mas também por um número crescente de associações e eventos científicos, grupos de trabalho, revistas especializadas e manuais sobre métodos de pesquisa qualitativa em todo o mundo. Esta ampla divulgação está contribuindo para a aceitação de novos parâmetros para a pesquisa empírica, para a superação do ceticismo outrora existente em relação à produção de conhecimento e de teorias fundamentadas em dados oriundos de pesquisas qualitativas. Entretanto, com a disseminação da pesquisa qualitativa também surgiu a necessidade de sistematização dos diferentes procedimentos e métodos de pesquisa denominados como não-padronizados. Apesar da crescente demanda da pesquisa social qualitativa no campo das Ciências Sociais, existe ainda uma lacuna no que diz respeito ao estudo de referenciais teórico-metodológicos no campo da pesquisa qualitativa e ao ensino de técnicas de pesquisa e métodos de interpretação de dados. Nesse sentido, o GT pretende intensificar o debate em torno dos seguintes temas: 1) Bases teórico-metodológicas da pesquisa qualitativa (com ênfase na Fenomenologia Social e Sociologia do Conhecimento); 2) Métodos de interpretação de dados; 3) Narrativas orais e visuais na pesquisa sociológica; 4) Análise de texto, imagem e vídeo.
 
 
GT30 - Sociologia do esporte
Coordenação: José Jairo Vieira (UFRJ) e Francisco Xavier Freire (UFMT) 
 
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O esporte assume na contemporaneidade um significado diferenciado na sociedade. Com isso, este é um espaço para o debate social deste fenômeno. No caso brasileiro, vivemos um efervescente debate social estimulado pelos Mega Eventos esportivos previstos para os próximo anos, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, diversos estudos estão sendo desenvolvidos levando em conta este cenário. Desta forma, , objetivamos reunir as análises relacionadas às temáticas sociais e o fenômeno esportivo como à desigualdade, classes, raça, políticas sociais, educação, profissionalismo, gênero, racionalismo, individualismo, identidade, sociabilidade, globalização, entre outras, que tenham o esporte como foco.
 
 
GT31 - Sociologia e Imagem
Coordenação: Angelo José da Silva (UFPR) e Mauro Luiz Rovai (UNIFESP) 
 
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O Grupo de Trabalho Sociologia e Imagem tem por objetivo constituir um espaço para a reflexão e o debate sobre os diferentes usos das imagens na produção de conhecimento nas Ciências Sociais. Da perspectiva da nossa proposta, imagens fixas (fotografias, pinturas, desenhos, etc.) e imagens em movimento (cinema, vídeo, tv, etc.) são tratadas como uma linguagem específica e com características próprias para a sua leitura, demandando um tratamento particular. Em uma sociedade como a nossa é cada vez mais urgente que aprendamos a tratar as imagens como fontes, documentos, para a pesquisa social, para evitarmos o risco de nos colocarmos à margem daquilo que se passa ao nosso redor. No interior desse espaço, as questões de caráter teórico, epistemológico e metodológico serão tratadas de maneira mais apropriada e, nesse sentido, as diferentes propostas para o GT que contemplem esses aspectos serão bem vindas.
 
 
GT32 - Sociologia e Juventude: questões e estudos contemporâneos
Coordenação: Janice Tirelli Ponte de Sousa (UFSC) e Marília Salles Falci Medeiros (UFF) 
 
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A sociedade contemporânea vem sendo marcada por grandes e profundas transformações em todas as suas esferas. Essas mudanças têm atingido e influenciado significativamente o comportamento da população juvenil tornando-a um dos setores mais vulneráveis dentro desse processo. Os jovens, mais que outras gerações, tornam-se não só os mais sensíveis às mudanças, mas também reveladores e intérpretes das novas evoluções e situações que atingem a sociedade e o tempo presente. O objetivo do GT é refletir sobre a juventude contemporânea na medida em que este tema é objeto de um rico debate empreendido dentro da sociologia, nopaís e no exterior. Assim, propõem-se acolher trabalhos que analisem como a juventude se inscreve no cenário complexo e contraditório desse novo tempo, com seus novos componentes culturais e novas determinações políticas e econômicas. Privilegiamos a apresentação de pesquisas empíricas e as reflexões teóricas e metodologicas produzidas nos domínios da sociologia e disciplinas afins.
 
 
GT33 - Sociologia Econômica
Coordenação: Cristiano Fonseca Monteiro (UFF) e Marcelo Sampaio Carneiro (UFMA) 
 
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O GT se propõe a ser um espaço para a recepção de trabalhos que tenham como denominador comum a investigação sociológica sobre alguma dimensão da vida econômica. Aberto à participação de pesquisadores nos mais diversos estágios da vida acadêmica, pretende-se incorporar temáticas tão diversas quanto aquelas relacionadas às lógicas específicas dos diversos mercados, aos seus mecanismos de regulação político-institucional e aos mapas cognitivos e morais que pressupõem as transações econômicas. Igualmente bem recebidos serão os trabalhos identificados sob as rubricas de sociologia da empresa, etnologia das trocas e investigações interdisciplinares sobre dinheiro e sistemas financeiros. Pretende-se proporcionar um diálogo entre as pesquisas empíricas e várias perspectivas teóricas da Sociologia Econômica, divulgar a produção científica nacional e contribuir para a consolidação de uma rede de pesquisadores brasileiros nesta área temática.
 
 
GT34 - Teoria sociológica
Coordenação: Márcio Sérgio Batista Silveira de Oliveira (UFPR), Carlos Eduardo Sell (UFSC)
 
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O Grupo de Teoria Sociológica pretende, no XVI Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, seguir a trajetória iniciada nos anos anteriores. Continuar a dar vazão a estudos e pesquisas que discutam aspectos da teoria em Sociologia nas suas mais diversas dimensões. Neste congresso, pretendemos dar destaque a trabalhos sobre discussões teóricas que privilegiem, discussões sobre o campo e as histórias das sub-disciplinas da sociologia tanto no Brasil quanto em outros países, em análises comparadas ou em estudos de caso. Privilegiaremos também análises comparadas de autores e temas que tratem dos novos desdobramentos da teoria sociológica, tanto internamente como em conexões com outros saberes científicos. Enfim, daremos especial atenção a trabalhos que procurem expandir o universo da teoria sociológica em direção às novas questões que, cada vez mais, passam a constituir objetos sociológicos ou de interface com a sociologia, tais como aquelas relacionadas aos campos ambientais e da genética.
 
 
GT35 - Trabalho, Sindicalismo e Ações Coletivas
Coordenação: Marco Aurélio Santana (UFRJ) e Ruy Gomes Braga Neto (USP)
 
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O processo de mundialização capitalista das últimas três décadas promoveu uma intensa transformação das relações sociais de produção com importantes impactos sobre a configuração das classes sociais em todo o mundo. A reestruturação produtiva das empresas associada à difusão de novas tecnologias e à dominância da fração financeira do capital globalizado alterou a forma de ser da classe trabalhadora brasileira, assim como suas modalidades de representação sindical e organização política. As tercerizações e a multiplicação das formas de contratação da força de trabalho redefiniram as principais características das ações coletivas de trabalhadores apontando para a crise do sindicalismo de base e do militantismo social. Tendo por base esse conjunto articulado de transformações, o Grupo de Trabalho “Trabalho, Sindicalismo e Ações Coletivas” buscará apreender a nova forma de ser da classe trabalhadora brasileira por meio de três objetivos principais: 1. Promover a análise teórica e empírica do atual regime de acumulação mundializado tendo em vista a reconfiguração empresarial rumo à emergência hegemônica da empresa em rede com dominância financeira. 2. Estimular o estudo da nova condição proletária que emerge a partir dos novos processos de reestruturação produtiva e de contratualização da força de trabalho presentes nas últimas três décadas. 3. Acolher as pesquisas que se disponham a problematizar as respostas organizativas dos trabalhadores no intuito de fazer frente a estas mudanças ocorridas no mundo do trabalho brasileiro, assim como incentivar investigações acerca da hegemonia política exercida pelo PT e pela CUT no âmbito federal.
 
 
GT36 - Violência e Sociedade
Coordenadores: Maria Stela Grossi Porto (UnB) e Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUCRS)
 
 
O GT Violência e Sociedade se propõe a acolher trabalhos que abordem temas relacionados com conflitos, violência, em sua dupla condição de objeto teórico e fenômeno empírico, assim como os mecanismos institucionalizados para a administração dos mesmos. Se, por um lado, as décadas mais recentes têm apontado para a multiplicação do conhecimento e da reflexão sobre fatos e fenômenos da violência, por outro novas dinâmicas e novas manifestações desses mesmos fatos apontam a pertinência de se insistir no debate, na análise e na pesquisa de novos ( e antigos) acontecimentos nos quais a violência desponta como conteúdo de inúmeros e variados processos sociais e políticos. Partindo desse eixo condutor, serão bem vindas contribuições de natureza mais conceitual, assim como aquelas centradas na análise das múltiplas manifestações empíricas do fenômeno. Nesse sentido, poderão estar aí incluídas reflexões e análises centradas tanto nas diferentes instâncias institucionais voltadas ao controle social e à segurança, à operação e administração da justiça, quanto na abordagem da questão desenvolvida pelo foco das relações interpessoais. Partindo do reconhecimento de que as temáticas atinentes à segurança pública e às instituições que compõem o campo do controle social da conflitualidade e da violência têm tido uma ampliação como pauta de interesse da investigação sociológica nos últimos anos no Brasil, bem como de que é necessário aprofundar as reflexões sobre o papel do campo acadêmico e de suas produções no que se refere a esta temática, nosso objetivo é também reunir contribuições e debater trabalhos relacionados com a área da Sociologia do Castigo, ou seja, um corpus que explora as relações entre castigo e sociedade, buscando entender o castigo como fenômeno social e, em conseqüência, seu papel e dinâmica na vida social.
 
 
GT37 - Raça e Etnicidade: Persistência e Transformação
Livio Sansone (UFBA) e Osmundo Pinho (UFRB)

 

Porque ainda é possível, já passada mais de uma década do século XXI, falar de raça no Brasil? Contras as diversas previsões e vaticínios sobre sua dissolução, o debate racial e a prevalência de categorias raciais no debate acadêmico, na vida pública e no plano das representações permanece. As diversas transformações que presenciamos no século XX (políticas, econômicas, culturais), não foram capazes de nos afastar em definitivo de nosso passado escravista e colonial. De maneira análoga, o campo dos debates e lutas de natureza étnica floresce com vigor, demonstrado pela amplitude e complexidade dos novos atores nesse campo: povos indígenas, quilombolas, emergentes, remanescentes, tradicionais. Assim também as novas políticas encampadas pelo Estado brasileiro, produzem novas associações, no campo do debate multicultural e da patrimonialização das culturas “subalternas”. Como a sociologia atualmente feita no Brasil tem tratado esses temas? O que permanece, o que tem se transformado? Essas questões estão propostas como eixos para esse GT, aberto a contribuições de natureza empírica ou teórica, em torno das persistências e transformações no estudo da “raça” no brasil.